Empresa brasileira de engenharia submarina possui mais de 900 colaboradores trabalhando embarcados, cenário em que cuidado com a saúde mental é essencial; em programa da companhia, psicólogos ministram palestras e fazem atendimentos individuais nos navios.
Entenda tudo sobre MBA: o que ele realmente é, como escolher o programa certo, o que muda para o Executive MBA e os objetivos de cada um. A diferença entre eles impacta o desenho do programa, a dinâmica de aprendizado em sala e a forma de conciliar estudos, trabalho e vida pessoal.
Estudos recentes do LinkedIn mostram que mulheres entram no mercado de trabalho em condições mais próximas às dos homens, mas as diferenças nas promoções e na remuneração tendem a se ampliar ao longo do tempo, inclusive no Brasil.
Novo estudo reforça o quanto a discussão atualmente não está mais em se as organizações devem utilizar a tecnologia, mas sim como a inovação deve ser usada no ambiente corporativo.
Criado em 2024, programa Caixa em Movimento tem mais de 56 mil colaboradores cadastrados e mostra redução significativa nos índices de absenteísmo; incentivo a exercício também faz parte de plataforma para cuidados com saúde física e mental.
Vice-presidente de RH, desenvolvimento organizacional e sustentabilidade da companhia de infraestrutura reforça papel estratégico do RH, gerando negócios sem perder o olhar humano; em entrevista, executiva também fala sobre trajetória, desafios de cultura e IA.
Com 20 anos de carreira e experiência internacional nos EUA e na Europa, executivo vê RH com o papel de tradutor, seja entre diferenças culturais ou entre áreas do negócio; para Arroyo, maior desafio da área está na atração de talentos
Empresa cria programas voltados para mentoria e empregabilidade de pessoas trans, sem deixar de lado a interseccionalidade; para diretor de DEI, ter transsexuais em cargos de liderança é meta relevante
Pioneiro nos estudos que relacionam bem-estar de colaboradores ao desempenho financeiro de empresas, professor de Oxford acredita que a felicidade corporativa deve casar busca pelo bem-estar individual com políticas bem estruturadas
E se o seu legado fosse um app? O que os CEOs podem ensinar sobre impacto real
Num mundo onde stories duram 24 horas, tendências nascem e morrem em semanas e algoritmos definem o que vemos, escutamos e consumimos, falar de legado pode soar como algo distante. Mas, e se pensássemos no legado como um sistema operacional silencioso, rodando no fundo de tudo aquilo que realmente importa?
Convidado Fundação Dom Cabral
5 de agosto de 2025
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*Por Adriane Rickli, Ana Celina, Beth Fernandes e Paulo Almeida
Num mundo onde stories duram 24 horas, tendências nascem e morrem em semanas e algoritmos definem o que vemos, escutamos e consumimos, falar de legado pode soar como algo distante — quase analógico. Mas e se pensássemos no legado como um sistema operacional silencioso, rodando no fundo de tudo aquilo que realmente importa? Como um app invisível, mas essencial, que dita a forma como deixamos marcas no mundo?
Essa é a proposta do CEOs’ Legacy, iniciativa da Fundação Dom Cabral (FDC), que vem rompendo os limites do desenvolvimento executivo tradicional e nos convidando a olhar para a liderança como uma jornada de transformação pessoal, organizacional e social. Inspirado pela perspectiva de que os CEOs devem ser mais do que gestores de lucro — devem ser arquitetos de futuros possíveis — o programa oferece um modelo de liderança que conversa diretamente com os anseios de propósito, impacto e regeneração que movem o Mundo e seus Futuros Positivos. Ampliar a consciência e mobilizar líderes para serem agentes do progresso na construção de legados relevantes e sustentáveis para as pessoas, as organizações e a sociedade, é esse o desafio!
A comunidade CEOs’ Legacy não é um curso, não é um workshop, nem um selo de reputação. É um espaço de escuta, criação e colaboração contínua. CEOs que ali chegam não estão em busca de manuais — eles querem sair do script. Muitos são profissionais que já entregaram resultados extraordinários, mas agora desejam responder a uma inquietação profunda: “Como deixar um legado que vá além do EBITDA?”
Com base em três dimensões — Planeta, Pessoas e Governança — os participantes são estimulados a refletir sobre temas conectados aos grandes dilemas do século XXI: redução do impacto ambiental, conservação do planeta, dignidade, DE&I, saúde mental e bem-estar, integridade e práticas éticas, produtividade e competitividade entre outros. A ideia não é dar respostas prontas, mas provocar perguntas essenciais, como: “Qual causa move minha liderança?” ou “Qual o impacto da minha atuação como CEO na sociedade daqui a 10 anos?”
Esse processo não acontece em PowerPoints. Ele nasce em rodas de conversa, imersões sensoriais, interações artísticas, encontros intencionais que misturam afeto com estratégia, razão com emoção — tudo isso com apoio da metodologia UNI(CO) e curadoria ativa da FDC. O CEOs’ Legacy representa uma revolução silenciosa. Sem hashtags de impacto imediato, sem likes efêmeros, mas com profundidade e intenção. Uma iniciativa que tem construído um novo protótipo de liderança — mais humana, mais coletiva, mais interdependente. CEOs que, ao escolherem seus legados, ensinam o que realmente importa em um mundo saturado de superficialidade.
O estudo recente do Núcleo de Liderança da FDC sobre as quatro dimensões da liderança nas empresas brasileiras traz um dado revelador: a liderança responsável aparece com mais força nos níveis de presidência e diretoria, mas enfraquece nos níveis operacionais e de gerência. Isso evidencia um gap importante na cascata de valores organizacionais. É por isso que o CEOs’ Legacy aposta em influenciar a partir do topo, para gerar cultura, engajamento e coerência em todos os níveis. Um CEO engajado em sua jornada de legado transforma sua empresa em um organismo vivo, conectado a seu ecossistema e às urgências do planeta.
No fundo, a questão central que o CEOs’ Legacy nos convida a fazer é esta: qual é a diferença entre ser um CEO bem-sucedido e ser um CEO com significado?
A resposta está na transição de um modelo centrado no eu para um modelo que incorpora o nós — pessoas, comunidades, meio ambiente e gerações futuras. Essa transição exige coragem, vulnerabilidade, visão sistêmica e generosidade. Mas é, ao mesmo tempo, uma fonte poderosa de realização pessoal e impacto coletivo.
Na verdade, o CEOs’ Legacy se estrutura como um app rodando em três frentes:
1. Transformação individual: o CEO como sujeito de reflexão e ação, engajado em ampliar sua consciência, repertório e responsabilidade. Aqui, o autoconhecimento não é autoajuda — é estratégia de alto impacto. Porque ninguém transforma empresas sem antes encarar a própria jornada interna.
2. Transformação nas organizações: os projetos de legado não são discursos inspiracionais. São ações concretas integradas ao core business. Ao transformar a cultura, a estratégia e os sistemas de gestão, os CEOs alinham resultados e impacto, mostrando que ética e inovação podem (e devem) coexistir.
3. Transformação da sociedade: o CEO é visto como um agente político — não no sentido partidário, mas como alguém que ocupa espaço de influência sistêmica. Ao inspirar outros líderes e criar redes colaborativas, os membros do Legacy impulsionam movimentos coletivos por um mundo mais justo, sustentável e inclusivo.
Se os grandes apps mudaram o modo como nos relacionamos com tempo, espaço e desejo, o CEOs’ Legacy é uma plataforma que muda nossa relação com o impacto. Ele nos ensina que legado não é o que se deixa quando se vai, mas o que se constrói enquanto se está. Em vez de pensar no legado como monumento, que tal encará-lo como um sistema vivo, beta, em constante evolução? Uma coleção de decisões cotidianas, atravessadas por valores e pela intencionalidade de contribuir com algo maior que o próprio nome. S
e você é um líder — ou aspira ser — saiba que o tempo de começar seu legado é hoje. O futuro já está sendo escrito, e cada decisão importa.
O CEOs’ Legacy é mais do que uma iniciativa: é um convite à ação. Um chamado para que liderar não seja apenas comandar, mas cuidar, inspirar, transformar e deixar marcas que valem mais do que cifras.
Essa é o que chamamos na Fundação Dom Cabral da revolução silenciosa dos CEOs conscientes!
*Ana Celina é profissional com sólida experiência em gestão de projetos, comunidades executivas e desenvolvimento organizacional, Ana Celina atua desde 2018 na Fundação Dom Cabral, com experiências em desenvolvimento de programas de educação executiva para grandes empresas e desde 2021 liderando a operação e a estratégia das comunidades CEOs’Legacy e Legacy Conecta. Com passagens pela Accenture, onde atuou como analista de consultoria em grandes projetos nacionais, e pela Plakas, como sócia gestora, construiu uma trajetória pautada em gestão e comunicação estratégica, excelência operacional e articulação com executivos de alto nível. É formada em Relações Internacionais, com especialização em Gestão com Ênfase em Negócios pela FDC, onde também concluiu diversos programas executivos, como Programa de Capacitação para Resultados, Programa de Desenvolvimento de Executivos e Gestão Avançada de Pessoas e Organizações.
*Beth Fernandes é Vice-Presidente Educação Executiva na FDC desde 2021; Diretora do CEOs´Legacy; VicePresidente de Pessoas, Pesquisa e Desenvolvimento na FDC, de 2012 a 2015. Nos seus mais de 30 anos de FDC, liderou diversas áreas como Grandes Organizações, Desenvolvimento de Produtos, Recursos Humanos; além de dirigir relevantes projetos de desenvolvimento de grandes empresas e executivos no Brasil e exterior. Foi executiva de Recursos Humanos e Relações Industriais em empresas do ramo siderúrgico, têxtil e construção civil. Possui Doutorado em Administração pela UFMG, com ênfase em Identidade e Identificação organizacional, Mestrado em Administração pela PUC MG, com ênfase em Múltiplos Vínculos de Trabalho, MBA pela FDC, além de formação em coaching e diversos cursos de aperfeiçoamento. Também atua como professora nas áreas de liderança, gestão de pessoas e identidade organizacional. Autora de várias publicações nessas áreas e co-autora do livro O líder e seu Legado.
*Adriane Ricklié professora associada da Fundação Dom Cabral nas áreas de Gestão de Mudanças, Desenvolvimento de Equipes, Diagnóstico Organizacional, Gestão Estratégica de Pessoas (alinhamento das pessoas à estratégia da organização). Atua também com coordenação técnica e orientação de projetos. Foi Gerente de Projetos nos Programas Customizados da Fundação Dom Cabral- FDC por 3 anos, gerenciando projetos em empresas como Itaú Unibanco e Grupo Camargo Corrêa entre outros. Trabalha como Coach Profissional em processos de desenvolvimento individual e de grupos e orientação de carreira. Possui Graduação em Psicologia (UFPR), Executive MBA (FDC) e Especialista em Gestão de Pessoas, pela (UFPR).
*Paulo Almeida éprofessor da Fundação Dom Cabral, onde atua nas áreas de Liderança e Gestão de Pessoas, com destaque para o desenvolvimento de lideranças adaptativas em contextos complexos, ambíguos e de transformação organizacional acelerada. Diretor do Núcleo de Pesquisa em Liderança da FDC, é referência em temas como liderança adaptativa, pipeline de liderança, cultura organizacional, carreiras, inteligência artificial aplicada à gestão, e mudança organizacional em escala. Possui pós-graduação em Administração pela Nova School of Business and Economics, e é Doutor em Sociologia com ênfase em Gestão e Desenvolvimento de Pessoas pelo Instituto Universitário de Lisboa (IUL). Em sua trajetória de formação complementar, destaca-se o programa Exercising Leadership: Foundational Principles, da Harvard University, que reforça sua atuação crítica e transformadora na formação de líderes para desafios contemporâneos. Sua carreira é marcada por uma robusta experiência nacional e internacional. É autor e coautor de mais de 250 publicações, incluindo livros, artigos e trabalhos técnicos e científicos lançados no Brasil, Portugal e nos Estados Unidos. Figura no ranking dos 10 autores mais citados em Administração no Google Acadêmico na América Latina, consolidando-se como uma das principais vozes no campo da liderança e gestão de pessoas na região.