Com 25 anos de carreira na área, diretora de gente e gestão destaca importância da eficiência operacional; com passagens por diferentes indústrias (e pelas quadras de voleibol), executiva ressalta desafios de equilibrar resultados e bem-estar na era da IA.
Pesquisa da Gallup mostra que relação dos colaboradores com trabalho caiu ao menor nível desde 2020, custando US$ 10 trilhões à economia global; Brasil tem 32% de colaboradores engajados, 12 pontos percentuais acima da média mundial.
Responsável por cuidar das pessoas que fazem uma das marcas mais conhecidas do Brasil, diretor está preocupado com a formação de quem vai comandar a transformação das empresas na era da IA.
Com mais de 18 anos de carreira no RH, executiva fala sobre a combinação entre a teoria e a prática da sustentabilidade e disserta sobre o papel estratégico da diversidade como alavanca de negócios.
Na cadeira principal de RH da indústria de eletrodomésticos e eletrônicos, a executiva explica como traduzir a exigência do consumidor para o chão de fábrica e ressalta por que o respeito a uma cultura de 70 anos é inegociável.
Vivemos uma febre latina que já contagiou diferentes gerações. Acho que essa febre veio pra ficar e não vai ser curada, não. Sua empresa já tem isso no radar?
Com mais de 20 anos de experiência no universo financeiro e de seguros, executiva lidera operação da seguradora há nove meses; em entrevista, ela fala sobre transformação cultural e a importância do papel do RH no negócio.
Diretora de RH e líder da área de ESG, Michelle defende a importância das conexões humanas e das comunidades como pilares para empresas mais humanas e capazes de enfrentar mudanças estruturais.
Panorama do RH 2026: estudo da Caju e Cajuína revela como empresas brasileiras estão investindo em pessoas
Novo estudo analisa mais de 127 milhões de transações e mostra como benefícios, premiações e despesas estão redesenhando a estratégia de gestão de pessoas no Brasil.
Jonatan Rodrigues
26 de março de 2026
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A forma como as empresas investem em pessoas no Brasil está mudando. Então que tal acessar um benchmark que mostra isso com precisão? O Panorama do RH 2026, novo estudo da Caju com análise da Cajuína, revela como organizações estão estruturando, distribuindo e utilizando seus investimentos em benefícios, premiações e despesas corporativas.
A partir de uma base de mais de 59 mil empresas e 127 milhões de transações realizadas ao longo de 2025, o estudo oferece um retrato inédito do comportamento real do RH no país.
Mais do que um relatório de dados, o Panorama nasce como um comparativo estratégico para lideranças de RH, conectando comportamento de consumo, eficiência operacional e experiência do colaborador. Todas essas são dimensões que passam a definir o futuro da área.
Como as empresas estão distribuindo seus benefícios?
Um dos primeiros sinais dessa transformação aparece na estrutura dos benefícios oferecidos pelas empresas.
Os dados mostram que o Auxílio Alimentação continua sendo o benefício mais presente, oferecido por 63% das empresas. Em seguida aparecem:
O segundo grande investimento está em Mobilidade
Quase 3 em cada 10 empresas já utilizam a categoria Multi
Assim as categorias como Saúde, Cultura e Educação ainda aparecem com menor presença, indicando que, apesar da diversificação, os benefícios continuam fortemente conectados às necessidades básicas.
O que muda, no entanto, não é apenas o que é oferecido, mas como esses benefícios estão sendo usados na prática.
Benefícios acabam antes do fim do mês
Um dos dados mais reveladores do estudo está no tempo médio de consumo dos benefícios. Em média, os benefícios se esgotam entre 13 e 20 dias após o depósito, dependendo da categoria.
O padrão é claro:
Despesas essenciais são atendidas primeiro
Benefícios complementares se distribuem ao longo do mês
Nas categorias de alimentação, que concentram 82% das transações, o saldo se esgota entre 15 e 17 dias. Mas, no caso da sua empresa, será que o valor disponibilizado acompanha o ritmo de consumo dos colaboradores ou também dura até metade do mês?
Para o RH, isso muda a leitura: não se trata apenas de oferecer benefícios, mas de entender se o valor acompanha o ritmo real de consumo.
O avanço do uso do cartão virtual para consumir o saldo de benefícios
Outro movimento relevante identificado no estudo é a digitalização do consumo. Ao longo de 2025, o uso do cartão virtual cresceu de 32,6% para 43,2% das transações mensais.
Mesmo com o cartão físico ainda predominando na média geral do ano (60,6%), a tendência é clara: os benefícios estão se integrando cada vez mais ao fluxo digital de consumo.
Isso significa que o benefício deixa de ser um “momento específico” e passa a ser parte do dia a dia em:
compras online
apps de delivery
pagamentos por aproximação usando o celular
Essa mudança abre uma nova camada estratégica para o RH acompanhar o novo comportamento de consumo, principalmente das faixas etárias mais jovens que já utilizam mais o cartão virtual do que o cartão físico.
Reconhecimento financeiro ganha força como ferramenta de gestão
O Panorama do RH também revela uma mudança importante no uso de premiações. Hoje, 58% dos depósitos de premiação são destinados a reconhecimento por destaque individual.
Na prática, as empresas estão transformando a premiação em estratégia ativa de gestão de pessoas.
Eficiência também é investimento em pessoas
Outro dado relevante aparece na gestão de despesas corporativas:
Esse número revela um ponto importante: eficiência operacional também gera capacidade de reinvestimento
Ou seja, a forma como as empresas gerenciam despesas impacta diretamente o quanto podem investir novamente em pessoas.
Saúde e bem-estar entram na infraestrutura do RH
O estudo também mostra o crescimento consistente das soluções de bem-estar. Entre os colaboradores com acesso à solução:
90% estiveram ativos ao longo do ano
a maior parte das consultas em telemedicina foi em psicologia (63%)
Dessa forma, saúde mental e bem-estar deixaram de ser benefícios periféricos e passaram a fazer parte da infraestrutura organizacional.
O que esperar do RH a partir de agora
A partir da análise consolidada, o Panorama do RH 2026 identifica tendências que devem guiar o RH nos próximos anos:
Digitalização do consumo de benefícios
Crescimento da personalização
Consolidação do reconhecimento financeiro
Integração entre eficiência e experiência
Uso estratégico de People Analytics
Fortalecimento de saúde e bem-estar
Mais do que tendências isoladas, esses movimentos indicam uma mudança maior: o RH deixa de ser operacional e passa a atuar como gestor de investimento em pessoas.
Acesse o Panorama do RH 2026 completo
O Panorama do RH 2026 é o principal estudo do mercado e retrata como as empresas brasileiras estão investindo em benefícios e pessoas. Ele foi desenvolvido pela frente de inteligência e conteúdo da Caju, a Cajuína.
Conferir o material completo vai trazer vários outros recortes aprofundados, análises por setor e insights estratégicos para lideranças de RH.
Jonatan Rodrigues é apaixonado por números, gráficos e por escrever. Tem como foco tirar insights e contar histórias através dos dados e desenvolver projetos que lhe permitam enxergar as histórias que os números contam.