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Por que estão falando tanto de… C-Level as a service

Tendência entre os RHs, o C-level as a service nada mais é do que uma contratação sob demanda de executivos-chave para os negócios

Eduarda Ferreira
25 de abril de 2024
Leia emminutos
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O que você precisa saber

Você já deve ter ouvido falar de termos como “open talent economy” (em bom português: “economia de talentos abertos ou livres”), tendência que não é de hoje e trata do universo de profissionais altamente capacitados que trabalham de forma independente, e podem ser contratados por diferentes empresas para projetos e demandas pontuais. 

O mercado de contratação de “talentos sob demanda”, em uma tradução menos literal, não é novo, mas está em pleno crescimento: segundo um relatório da Future Market Insights, esse mercado deve atingir US$ 1,1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) até 2032, com uma taxa de crescimento anual de 11,7% de seu valor estimado de US$ 387 milhões (R$ 2 bilhões) em 2022. 

A novidade é que, em meio a esses profissionais, surgiram os “C-Level as a service”, uma espécie de líderes sob demanda. O conceito, que surge de um jogo de palavras com o termo “software as a service” (mais conhecido pela sigla SaaS ou por “software como um serviço”), representa uma possibilidade de contratar profissionais da alta liderança – CFOs, CEOs, COOs, CMOs, entre outros – para demandas pontuais. Entre elas, podem ser citadas projetos de expansão e gerenciamento de crises, criação de novos produtos ou quaisquer momentos em que as empresas geralmente precisam de uma liderança experiente de mercado. 

Este tipo de contratação pode ser feita por empresas de todos os tamanhos. No entanto, tende a beneficiar principalmente startups e empresas em estágio inicial, que geralmente não possuem orçamento suficiente para contratar executivos em cargos de chefia para todas as áreas, mas, ao mesmo tempo, precisam da expertise desses profissionais para ajudar a desenvolver a companhia de forma acelerada.

O que isso significa para o RH

Diante de um mercado competitivo e acelerado, um dos principais desafios dos RHs tem sido a contratação dos profissionais certos, que auxiliem em uma rápida expansão dos negócios. 

Por isso, a contratação dos “C-levels as a service” pode ser uma solução facilitadora, trazendo agilidade e gerando custos pontuais. Assim, a empresa pode contar com os conhecimentos técnicos e expertise qualificada de profissionais da alta liderança e, ao mesmo tempo, equilibrar as finanças.

Mas, é preciso também estar atento: se, para o RH, essa modalidade de contratação representa um processo personalizado e mais assertivo, é necessário procurar pelos profissionais que tenham as skills desejadas, mas também que cultivem os valores semelhantes ao do negócio.

Vale considerar que a imensa maioria desses profissionais operam em regime remoto, uma das características da flexibilidade desse formato de contratação. Por isso, as empresas que atuam no modelo presencial precisam ter uma estrutura preparada para atender a essa especificidade. Por outro lado, também vale a pena entender com o profissional qual seria o custo de atendimento de forma presencial – algo que pode ser importante para a estratégia geral da companhia. 

Outro cuidado é investir em um bom processo de onboarding e imersão desses C-levels nos processos e procedimentos internos da empresa, já que eles não vão ter o mesmo nível de entendimento da cultura organizacional na qual vão atuar em comparação com os “profissionais tradicionais”. 

Além disso, é importante que tanto RH como o profissional tenham um acordo muito bem firmado sobre a duração do contrato. Eventualmente, pode ser interessante transformar o talento sob demanda em um profissional full time. Mas no caso mais provável dessa contratação não acontecer, é importante também que este tipo de C-level prestador de serviço faça uma transição adequada de suas tarefas, sem deixar o trabalho todo jogado. 

Outro ponto importante é pautar o relacionamento por clareza – e isso vale tanto para o acompanhamento das metas que este profissional deve alcançar quanto para a transparência das informações, evitando que a empresa fique “refém” do conhecimento e dos dados que o profissional temporário insira na organização. 

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Eduarda Ferreira é jornalista e atualmente contribui com a área de conteúdo da Caju. Possui interesse em pautas relacionadas à negócios, tecnologia e sustentabilidade.