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Por que estão falando tanto de… quit-tok

Por que estão falando tanto de… quit-tok

Muito distante do quiet quitting, a prática de publicar vídeos que mostram a própria demissão nas redes sociais ganhou popularidade entre a fatia mais jovem da atual força de trabalho. O quit-tok, trend que já soma muitos adeptos no TikTok, mostra como estamos diante de um novo perfil profissional – e um novo desafio para o RH.

Por que estão falando tanto de… boomerang employees

Chamado de "funcionário bumerangue", é aquele profissional que sai da empresa e depois retorna como um funcionário recontratado. Entenda melhor o termo e conheça os prós e contras para o RH.

Izabela Linke
29 de fevereiro de 2024
Leia emminutos
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O que você precisa saber

Você se lembra do bumerangue? Um objeto de arremesso, normalmente em formato de V, que tem como principal característica o fato de retornar às mãos de quem o lançou no ar. Criado na Austrália (e muito famoso por lá), o bumerangue ganhou o mundo em forma de esporte e até de brinquedo para crianças e jovens.

Emprestando essa ideia do objeto que voa, mas sempre volta para o mesmo lugar de onde partiu, é que surgiu o termo “boomerang employees”.

O que é um boomerang employee, ou funcionário bumerangue?

Um funcionário bumerangue é um funcionário que deixa uma empresa, por motivos pessoais ou profissionais, e depois retorna para trabalhar para aquela mesma empresa como um funcionário recontratado.

Depois da grande resignação, movimento que tomou o mercado de assalto durante a pandemia da COVID-19, o que vimos acontecer foi uma onda chamada de “grande arrependimento” — que foi ainda mais forte na Geração Z. Uma pesquisa de 2022 realizada pela UKG, líder global de soluções de gestão de capital humano (HCM), descobriu que 62% dos profissionais que deixaram os empregos durante a pandemia, mais de 15 milhões de pessoas, afirmam que o emprego de que saíram era melhor do que o atual.

Por que os ex-funcionários retornam?

A prática de voltar a um antigo emprego não é algo necessariamente novo, mas o aumento recorde de demissões (voluntárias e involuntárias) que vimos no período da pandemia da COVID-19, e após, está levando a um aumento também no número de retornos — e a uma maior receptividade e vontade dos gestores para trazer as pessoas de volta. 

De acordo com os dados da pesquisa da UKG, quase 1 em cada 5 pessoas no mundo todo já retornaram a um emprego que haviam deixado durante a pandemia. E para aqueles que ainda não voltaram, 41% afirmaram que considerariam retornar à empresa de onde saíram se fosse uma opção.

Por que um funcionário deixa temporariamente o trabalho:

  1. Para avançar na carreira, aprender novas habilidades ou receber um salário mais alto quando outra oportunidade se apresenta;
  2. Para experimentar algo diferente, explorar outros segmentos ou áreas, ou seguir uma paixão;
  3. Para se dedicar a um evento importante na vida pessoal, como mudanças, condições de saúde, nascimento ou adoção de filhos, etc.

O que isso significa para o RH

Apesar do contexto mundial recente ter impulsionado esses movimentos, a verdade é que os funcionários de hoje querem flexibilidade para buscar outras opções sem prejudicar as relações e nem fechar as portas com seus empregadores anteriores.

Do lado das empresas, contratar funcionários bumerangue pode ser uma situação vantajosa, trazendo talentos experientes, com fit cultural já estabelecido. É claro que recontratar um talento tem vantagens e desvantagens, mas é importante que o RH passe a enxergar essa comunidade de ex-funcionários como uma fonte interessante de recrutamento.

Prós

  • Um processo de integração muito mais ágil e econômico;
  • Alta probabilidade do profissional se encaixar na cultura da empresa;
  • Familiaridade com o trabalho, com as funções e expectativas;
  • Novas habilidades, experiências, conexões, pontos de vista e até clientes podem voltar com o profissional;
  • Relacionamento estabelecido entre empregador e funcionário, o que contribui para a fidelidade à empresa, aumentando a retenção.

Contras

  • Se esse funcionário saiu em circunstâncias ruins, o retorno dessa pessoa pode trazer ressentimentos de volta para o ambiente corporativo.
  • O funcionário que retorna pode precisar de mais tempo para se adaptar, especialmente se a liderança, as políticas ou a cultura da empresa tiverem mudado.
  • O profissional pode não ser realmente a melhor opção para a nova posição, independentemente de seu desempenho passado.

Os líderes precisam ter cuidado para evitar vieses inconscientes e contratar um funcionário bumerangue apenas por ser a opção “mais fácil”. Em vez disso, vale considerar como a empresa e o funcionário mudaram desde sua contratação original e o que esse profissional pode trazer para a mesa agora.

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Jornalista, redatora e revisora que adora ouvir e contar histórias. Apoiando a estratégia de conteúdo da Caju, tem como missão levar informação de valor para a área de gestão de pessoas e contribuir para um mercado cada vez mais inovador e humano.