Para padronizar os processos de venda de 21 empresas da área da saúde, companhia criou Academia de Vendas dentro da universidade corporativa; processo resolveu ‘dor’ a partir da escuta do time e fez colaboradores atingirem 113% de produtividade
O impactante uniforme do Time Brasil nas Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina fez todo mundo querer ser esquiador por um dia, mesmo no imprevisível verão brasileiro. Milhões de pessoas, incluindo diretores de marcas e grandes empresas, perceberam a beleza e o poder de viralização da moda bem feita. Neste caso, da união de Oskar Metsavaht (da Osklen) com a ítalo-francesa Moncler.
Mas a moda é bem mais que a passarela esportiva. Todo verão desértico em Pequim, o presidente e o primeiro-ministro chineses apareciam na TV, de camisa branca de manga curta, visitando repartições. Parecia casual Friday, mas se repetia de segunda a domingo. O recado era claro: os pedidos para economizar no ar-condicionado e reduzir a poluição atmosférica na capital chinesa eram a sério.
E ninguém morreria nos ministérios ou nas estatais chinesas se deixasse o paletó e a gravata em casa. Muitas amigas chinesas comemoravam. Diziam que os aparelhos de ar ficavam em clima polar para agradar os engravatados, todos homens, enquanto elas congelavam (alguma semelhança com as brasileiras?). Naqueles anos em que morei na China, Hu Jintao e Wen Jiabao determinavam que com temperaturas pela cidade de até 26 graus centígrados, o melhor era abrir as janelas e não ligar o ar. Juntaram conforto à economia e ao meio ambiente. Liderar pelo exemplo.
Mais de uma década depois, mas não só por isso, claro, os céus de Pequim ficaram muito mais claros, e hoje é a Índia que domina os rankings entre as cidades mais poluídas do mundo.
O Brasil tropical, carnavalesco e cheio de ziriguidum muitas vezes não dá as caras nos escritórios brasileiros.
Mesmo que se trate de empresas terceirizadas, faz sentido que a sua mantenha os seguranças de terno e gravata, fritando na calçada, em pleno verão? Como esse desconforto térmico é percebido por visitantes, conselheiros e investidores que visitam seu quartel-general?
Muitos funcionários, que recebem os menores salários ainda são obrigados a usar uniformes, costumam ter as vestimentas que menos fazem sentido no clima de verão do Brasil. E se de Porto Alegre a Belém é normal termos nove meses de calor no país, no mínimo, discutir o dress code é coisa séria.
Mesmo com boa parte do Poder Judiciário trabalhando remotamente, o mundo jurídico ainda insiste no paletó e na gravata. Mulheres são obrigadas a usar salto alto, mesmo longe das passarelas. Afinal, quando entraremos no século 21?
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