Em parceria com Atento, distribuidora de gás do RJ revisou estratégia de contratação para ampliar a presença de profissionais 40+ no atendimento e viu indicadores de qualidade, resolução e engajamento evoluírem; para executiva, iniciativa também cumpre papel social
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Com 70 anos de história, companhia de refeições coletivas encontrou no pertencimento e no desenvolvimento profissional uma fórmula para atrair e reter trabalhadores mais experientes
A nova seção de Cajuína acompanha as principais mudanças nas lideranças de Pessoas do País; na estreia, novo comando na Heineken e um retorno na fintech EBANX
Pesquisa do MIT Technology Review Brasil não deixa dúvidas que inteligência artificial será importante no mundo do trabalho, mas adoção real será cheia de obstáculos
Gigante do alumínio criou programa para afastar estigma em torno da periculosidade da área; batizada de Recomeçar, iniciativa mobiliza múltiplas áreas e inclui treinamentos virtuais, uso de IA e ações de inclusão
Executivo fala sobre as estratégias da biofarmacêutica, que incluem metas de representatividade, inteligência artificial, desenvolvimento de talentos e cultura organizacional com intencionalidade
CHRO da companhia, Erika Magalhães explica de que forma um programa de ideias engajou mais de 1,3 mil colaboradores, implementou 58 sugestões e gerou cerca de R$ 1 milhão em economia
Em meio à transformação da Caloi, diretora sênior de recursos humanos defende que as capacidades humanas serão cada vez mais decisivas para o sucesso das organizações; com 25 anos de carreira, executiva mescla experiências em empresas como Pepsico e Avon com o saber da academia para fazer turnaround em fabricante de bicicletas
Em coluna para Cajuína, Raul Juste Lores conecta a ausência da decoração verde e amarela nas ruas brasileiras à fuga do espaço público e provoca: o gestor de RH precisa sair da bolha e conhecer a cidade que cerca a empresa antes da Copa do Mundo de 2030.
Fora de Expediente com Rui Brandão, CEO da Zenklub
Para o português de 32 anos, exercícios físicos, vinho e dividir tempo com a esposa são atividades que o ajudam a cuidar da saúde mental
Bruno Capelas
2 de setembro de 2022
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O português Rui Brandão sabe bem a importância de cuidar da saúde mental: afinal de contas, ele é CEO da Zenklub, startup que oferece consultas com psicólogos a colaboradores de empresas. Aos 32 anos, ele diz ter hoje uma rotina equilibrada, buscando ao máximo não trabalhar aos finais de semana e estabelecer rotinas saudáveis. Mas nem sempre foi assim: “antes, sábado e domingo eram mais um dia de trabalho. Eu tenho muito prazer em trabalhar, mas é importante cultivar outros prazeres fora do dia a dia”, diz.
É mais do que só uma questão de preferência, afirma ele: cultivar bons hábitos sociais e de saúde ajuda as pessoas a se desconectarem do trabalho e, assim, também ter um desempenho melhor. Para inspirar os leitores (e também ajudar quem precisa achar mais sabor na vida profissional), convidamos Brandão a dividir com Cajuína seus principais hábitosfora do expediente. Entre eles, estão cozinhar, fazer exercícios físicos diariamente e aprender sobre vinhos – uma tarefa que liga o português às suas raizes.
#1: Sempre em movimento
“Fazer exercícios físicos todos os dias, idealmente de manhã, é importante para mim, seja caminhada, jogar tênis, dar uma volta de bike… é algo que me faz me sentir no controle de algo importante para minha autoestima, para a saúde. É saber que estou cuidando da minha saúde física e estética. Sono também virou algo importante: tenho um horário para acordar, seja durante a semana ou nos finais de semana. Foram formas que eu criei de sentir que tenho mais controle do meu dia, são coisas que trazem estabilidade, importante para as pequenas conquistas diárias”.
#2: Compartilhar momentos
“Um acordo que eu tenho com a minha esposa é fazer pelo menos uma atividade ao ar livre por semana com ela. Já fizemos aulas de espanhol por um ano e meio, decidimos parar, e agora jogamos tênis juntos. Na pandemia, com o caos no nosso dia a dia, entendemos que precisávamos achar algo que pudéssemos chamar de nosso, que fosse uma paixão ou interesse mútuo, a ser desenvolvido em conjunto e que nos aproximasse.”
#3: No fogão e na pia
“Adoro cozinhar. Lá em casa, sempre foram os homens que cozinharam, meu pai, meu irmão, há essa tradição familiar. Gosto de fazer pequenas experiências, mas também da comida do dia a dia. E nunca usou uma máquina de lavar louça, lavo o que tiver. Sou o cara que cozinha e lava a louça. Para fazer jus às piadas, se eu te convidasse para almoçar, faria um ótimo bacalhau com natas, talvez um lombo de porco no forno, ou até mesmo um curry.”
#4: Sabedoria na taça
“Recentemente, também comecei a aprender sobre vinhos, me educar em torno do assunto. Sendo português, vinho sempre esteve na mesa do almoço e do jantar, mas cheguei à conclusão que era preciso conhecer técnica. Sempre apreciei a uva, mas é muito interessante entender o que é velho mundo, novo mundo, diferenciar um malbec de um cabernet. É uma tentativa de transformar um gosto em algo mais profundo. Além disso, é algo que me liga às origens, ainda mais estando há dez anos fora de Portugal.”
#5: Apoio moral
“Eu faço coaching uma vez por semana, há dois anos. Começou como uma jornada conjunta com o meu sócio, mas hoje fazemos sessões separadas. É importante para a gente continuar a se desenvolver como ser humano – e foi algo que me ajudou muito a impor limites, como o de não trabalhar aos finais de semana, e entender mais o próximo, tendo empatia.”
Bruno Capelas é jornalista. Foi repórter e editor de tecnologia do Estadão e líder de comunicação da firma de venture capital Canary. Também escreveu o livro 'Raios e Trovões – A História do Fenômeno Castelo Rá-Tim-Bum'.