Com mais de 25 anos de experiência na área de Pessoas, diretora de capital humano da empresa de outsourcing fala sobre trajetória, educação corporativa e visão de futuro; para ela, desafio do RH é criar equilíbrio entre desejos dos colaboradores e sustentabilidade do negócio.
Considerado o pai do RH moderno e responsável pela criação do termo business partner, professor americano atualiza teoria para tempos de IA, eficiência e incerteza; em passagem pelo Brasil, especialista reforçou visão pragmática, sem deixar de lado o aspecto humano.
Empresa brasileira de engenharia submarina possui mais de 900 colaboradores trabalhando embarcados, cenário em que cuidado com a saúde mental é essencial; em programa da companhia, psicólogos ministram palestras e fazem atendimentos individuais nos navios.
Entenda tudo sobre MBA: o que ele realmente é, como escolher o programa certo, o que muda para o Executive MBA e os objetivos de cada um. A diferença entre eles impacta o desenho do programa, a dinâmica de aprendizado em sala e a forma de conciliar estudos, trabalho e vida pessoal.
Estudos recentes do LinkedIn mostram que mulheres entram no mercado de trabalho em condições mais próximas às dos homens, mas as diferenças nas promoções e na remuneração tendem a se ampliar ao longo do tempo, inclusive no Brasil.
Novo estudo reforça o quanto a discussão atualmente não está mais em se as organizações devem utilizar a tecnologia, mas sim como a inovação deve ser usada no ambiente corporativo.
Criado em 2024, programa Caixa em Movimento tem mais de 56 mil colaboradores cadastrados e mostra redução significativa nos índices de absenteísmo; incentivo a exercício também faz parte de plataforma para cuidados com saúde física e mental.
Vice-presidente de RH, desenvolvimento organizacional e sustentabilidade da companhia de infraestrutura reforça papel estratégico do RH, gerando negócios sem perder o olhar humano; em entrevista, executiva também fala sobre trajetória, desafios de cultura e IA.
Com 20 anos de carreira e experiência internacional nos EUA e na Europa, executivo vê RH com o papel de tradutor, seja entre diferenças culturais ou entre áreas do negócio; para Arroyo, maior desafio da área está na atração de talentos
Fora de Expediente com Rui Brandão, CEO da Zenklub
Para o português de 32 anos, exercícios físicos, vinho e dividir tempo com a esposa são atividades que o ajudam a cuidar da saúde mental
Bruno Capelas
2 de setembro de 2022
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O português Rui Brandão sabe bem a importância de cuidar da saúde mental: afinal de contas, ele é CEO da Zenklub, startup que oferece consultas com psicólogos a colaboradores de empresas. Aos 32 anos, ele diz ter hoje uma rotina equilibrada, buscando ao máximo não trabalhar aos finais de semana e estabelecer rotinas saudáveis. Mas nem sempre foi assim: “antes, sábado e domingo eram mais um dia de trabalho. Eu tenho muito prazer em trabalhar, mas é importante cultivar outros prazeres fora do dia a dia”, diz.
É mais do que só uma questão de preferência, afirma ele: cultivar bons hábitos sociais e de saúde ajuda as pessoas a se desconectarem do trabalho e, assim, também ter um desempenho melhor. Para inspirar os leitores (e também ajudar quem precisa achar mais sabor na vida profissional), convidamos Brandão a dividir com Cajuína seus principais hábitosfora do expediente. Entre eles, estão cozinhar, fazer exercícios físicos diariamente e aprender sobre vinhos – uma tarefa que liga o português às suas raizes.
#1: Sempre em movimento
“Fazer exercícios físicos todos os dias, idealmente de manhã, é importante para mim, seja caminhada, jogar tênis, dar uma volta de bike… é algo que me faz me sentir no controle de algo importante para minha autoestima, para a saúde. É saber que estou cuidando da minha saúde física e estética. Sono também virou algo importante: tenho um horário para acordar, seja durante a semana ou nos finais de semana. Foram formas que eu criei de sentir que tenho mais controle do meu dia, são coisas que trazem estabilidade, importante para as pequenas conquistas diárias”.
#2: Compartilhar momentos
“Um acordo que eu tenho com a minha esposa é fazer pelo menos uma atividade ao ar livre por semana com ela. Já fizemos aulas de espanhol por um ano e meio, decidimos parar, e agora jogamos tênis juntos. Na pandemia, com o caos no nosso dia a dia, entendemos que precisávamos achar algo que pudéssemos chamar de nosso, que fosse uma paixão ou interesse mútuo, a ser desenvolvido em conjunto e que nos aproximasse.”
#3: No fogão e na pia
“Adoro cozinhar. Lá em casa, sempre foram os homens que cozinharam, meu pai, meu irmão, há essa tradição familiar. Gosto de fazer pequenas experiências, mas também da comida do dia a dia. E nunca usou uma máquina de lavar louça, lavo o que tiver. Sou o cara que cozinha e lava a louça. Para fazer jus às piadas, se eu te convidasse para almoçar, faria um ótimo bacalhau com natas, talvez um lombo de porco no forno, ou até mesmo um curry.”
#4: Sabedoria na taça
“Recentemente, também comecei a aprender sobre vinhos, me educar em torno do assunto. Sendo português, vinho sempre esteve na mesa do almoço e do jantar, mas cheguei à conclusão que era preciso conhecer técnica. Sempre apreciei a uva, mas é muito interessante entender o que é velho mundo, novo mundo, diferenciar um malbec de um cabernet. É uma tentativa de transformar um gosto em algo mais profundo. Além disso, é algo que me liga às origens, ainda mais estando há dez anos fora de Portugal.”
#5: Apoio moral
“Eu faço coaching uma vez por semana, há dois anos. Começou como uma jornada conjunta com o meu sócio, mas hoje fazemos sessões separadas. É importante para a gente continuar a se desenvolver como ser humano – e foi algo que me ajudou muito a impor limites, como o de não trabalhar aos finais de semana, e entender mais o próximo, tendo empatia.”
Bruno Capelas é jornalista. Foi repórter e editor de tecnologia do Estadão e líder de comunicação da firma de venture capital Canary. Também escreveu o livro 'Raios e Trovões – A História do Fenômeno Castelo Rá-Tim-Bum'.