Pesquisa da Fundação Dom Cabral com 24 CEOs de empresas familiares brasileiras mostra que 60% dos líderes são executivos externos à família controladora; sucesso da liderança depende de inteligência relacional, leitura sistêmica e capacidade de navegar um “organograma invisível” paralelo à governança formal.
Após passar por empresas como C&A, Nestlé e Unilever, executiva tem a missão de cuidar de quem faz a Turma da Mônica acontecer; para Patrícia, organizações precisam entender contexto, manter toque humano e preservar senioridade da área de Pessoas.
“Um ambiente onde as mulheres ocupam posições de liderança é um motor de performance”, diz Aline Almeida, gerente de pessoas e organização da Novartis; políticas incluem jornada flexível e licença parental de seis meses.
Com mais de três décadas de experiência no RH, executivo acredita no papel das organizações para transformar a sociedade; na visão dele, popularização da IA vai tornar o contato humano mais legítimo, mas também mais caro e raro.
Pesquisa da Randstad mostra que o sucesso da transformação da IA dependerá menos da tecnologia e mais da capacidade das organizações de construir confiança, desenvolver lideranças e integrar gerações; gap de otimismo entre empresas e empregadores preocupa.
Em meio à transformação causada pela inteligência artificial e às mudanças nas expectativas das novas gerações, a diretora de Pessoas do Magalu afirma que as empresas precisarão rever práticas históricas de recrutamento, liderança e organização do trabalho.
No recém-lançado livro ‘The Age of HR’, o pai do RH moderno reúne mais de 80 líderes globais para responder o que acontece quando o RH para de medir atividades e passa a criar valor humano.
Com uma trajetória de quase duas décadas na gigante do setor de bens de consumo, gerente sênior de RH alia profundo conhecimento do negócio ao olhar inovador sobre a área de Pessoas.
Com debates sobre transformação organizacional, remuneração e inteligência artificial, a 3ª edição do SOMA reuniu lideranças de empresas como Google, IBM, XP, Britânia, McCain Foods e Olist para falar do futuro de Total Rewards no Brasil.
Em meio à expansão da Skyone, executiva defende um RH mais estratégico e preparado para trabalhar com IA; com 25 anos de história na área, liderança se preocupa com entrada de novas gerações no mercado de trabalho.
[ESPECIAL] Goles de inspiração 2026: personalização e IA redesenhando o futuro do RH
A 4ª edição do report anual da Cajuína revela dados inéditos sobre como empresas e lideranças estão acelerando a transformação do RH; A nova edição também conta com 15 entrevistas exclusivas com grandes lideranças nacionais e internacionais
Eduarda Ferreira
8 de dezembro de 2025
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O RH vem passando pelas transformações mais profundas das últimas décadas. A chegada da Inteligência Artificial, a demanda por experiências mais individualizadas e a pressão crescente por estratégias que conectem cultura, performance e bem-estar apresentam novos desafios – e oportunidades – para as organizações.
Para entender esse cenário e antecipar as tendências que devem marcar 2026, a Cajuína lança a 4ª edição do Goles de Inspiração, que reúne pesquisas exclusivas, análises aprofundadas e entrevistas com grandes executivos – nacionais e internacionais -, trazendo visões valiosas sobre o presente e futuro da área de gestão de pessoas.
Personalização no RH: quando a experiência do colaborador passa a ser estratégia
A pesquisa inédita do Goles 2026 sobre personalização no RH revela como as empresas brasileiras estão — ou ainda não estão — adaptando jornadas, benefícios e iniciativas de desenvolvimento às necessidades individuais de seus times.
“Com o levantamento, percebemos que a personalização já não é apenas uma tendência, mas uma transformação em curso no RH”, afirmaLucas Fernandes, CHRO da Caju. Para ele, os resultados encontrados na pesquisa mostram que quando se trata a experiência do colaborador de forma personalizada, aspectos como engajamento, retenção e bem-estar avançam de maneira consistente. “As organizações que acolhem essa lógica serão as que liderarão o futuro do trabalho com mais humanidade e estratégia”, completa o executivo.
Entre os dados encontrados, destaca-se que 47,3% das organizações já personalizam ou iniciaram esse processo dentro de casa, sendo que 65,9% utilizam os benefícios corporativos como principal porta de entrada para essa transformação.
Acesse o goles para conferir todos os resultados e insights da pesquisa
Impacto da Inteligência Artificial no RH
Em parceria com a Fundação Dom Cabral, o Goles 2026 apresenta também um diagnóstico completo sobre como a IA está sendo usada na área de Pessoas e quais são as expectativas para os próximos anos. Entre os resultados, a pesquisa aponta que, em 2025, 68% das empresas já utilizam ou estão testando soluções de IA. Entretanto, 55,3% dos entrevistados também apontam uma preocupação com os vieses trazidos pela IA em relação a segurança psicológica e gestão da confiança.
“A pesquisa representa um marco estratégico na compreensão do impacto da Inteligência Artificial na gestão de pessoas. Ao integrar evidências empíricas, análises preditivas e lentes de comportamento organizacional, o estudo oferece um framework robusto. Para executivos, trata-se de um asset crítico para estruturar roadmaps de transformação responsáveis”, explicaPaulo Almeida, professor titular da Fundação Dom Cabral e Diretor do Núcleo de Liderança da instituição.
Para ele, o levantamento traz insights que devem servir de referência metodológica para investigações futuras sobre liderança, tecnologia e performance humana.
O que mais você vai encontrar no goles
Além das duas pesquisas principais, o Goles 2026 traz uma análise complementar sobre remuneração e evolução das carreiras em RH, indicando tendências que devem influenciar as estruturas organizacionais nos próximos ciclos.
Pra completar o material, nesta edição contamos com entrevistas inéditas dos convidados internacionais Kasley Killam e Jan-Emmanuel de Neve, além de 13 entrevistas exclusivas com as maiores lideranças de RH do Brasil, entre elas:
Daniel Arouca, diretor sênior de Recursos Humanos da Colgate-Palmolive no Brasil;
Fábio Sant’anna, diretor de Gente, Diversidade e Inclusão da Arcos Dorados;
Eduarda Ferreira é jornalista e atualmente contribui com a área de conteúdo da Caju. Possui interesse em pautas relacionadas à negócios, tecnologia e sustentabilidade.