À frente do RH da empresa de tecnologia na América Latina, executivo fala sobre trajetória em multinacionais, transformação digital, inteligência artificial e os desafios de equilibrar estratégias globais e particularidades locais ao longo de sua carreira
Em evento em São Paulo, lideranças de Pessoas compartilharam experiências com inteligência artificial e defenderam que a transformação vai além da automação: envolve repensar processos, métricas e até o papel dos profissionais de RH
Para uma das principais referências mundiais em produto, a área de pessoas deveria trocar a lógica de construir funcionalidades pela de resolver problemas — e começar essa mudança com pequenos experimentos
Em visita ao Brasil, pesquisadora diz que combater o esgotamento exige olhar para os fatores psicossociais do ambiente de trabalho – e não apenas para o indivíduo
Fabricante de eletrodomésticos e grife alçaram brasileiros a postos globais; mudanças também agitaram companhias como Maersk, Tokio Marine e Grupo Alun
À frente do RH da entidade responsável por uma das principais orquestras do Brasil, executiva defende que a proximidade e o olhar apurado para os potenciais individuais são fatores fundamentais para desenvolver e reconhecer pessoas – até no terceiro setor
Levantamento recente mostra que 98,5% das vagas para pessoas com deficiência são para posições operacionais, enquanto profissionais buscam oportunidades técnicas e de liderança
Todo gestor se acha racional, inclusive com dados comprovados pela nova pesquisa da Fundação Dom Cabral. Mas o que decide de verdade é a cultura que ele constrói
À frente de mais de 5 mil colaboradores, executivo tem visão otimista sobre o uso de tecnologia; a Cajuína, ele fala ainda sobre o momento das indústrias, diversidade e reflete sobre sua trajetória
Da vida no campo à gestão de RH da fabricante de calçados infantis, executivo construiu uma carreira guiada pelo desejo de cuidar de pessoas, mesmo em meio ao crescimento e à profissionalização
Fora de Expediente com Rui Brandão, CEO da Zenklub
Para o português de 32 anos, exercícios físicos, vinho e dividir tempo com a esposa são atividades que o ajudam a cuidar da saúde mental
Bruno Capelas
2 de setembro de 2022
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O português Rui Brandão sabe bem a importância de cuidar da saúde mental: afinal de contas, ele é CEO da Zenklub, startup que oferece consultas com psicólogos a colaboradores de empresas. Aos 32 anos, ele diz ter hoje uma rotina equilibrada, buscando ao máximo não trabalhar aos finais de semana e estabelecer rotinas saudáveis. Mas nem sempre foi assim: “antes, sábado e domingo eram mais um dia de trabalho. Eu tenho muito prazer em trabalhar, mas é importante cultivar outros prazeres fora do dia a dia”, diz.
É mais do que só uma questão de preferência, afirma ele: cultivar bons hábitos sociais e de saúde ajuda as pessoas a se desconectarem do trabalho e, assim, também ter um desempenho melhor. Para inspirar os leitores (e também ajudar quem precisa achar mais sabor na vida profissional), convidamos Brandão a dividir com Cajuína seus principais hábitosfora do expediente. Entre eles, estão cozinhar, fazer exercícios físicos diariamente e aprender sobre vinhos – uma tarefa que liga o português às suas raizes.
#1: Sempre em movimento
“Fazer exercícios físicos todos os dias, idealmente de manhã, é importante para mim, seja caminhada, jogar tênis, dar uma volta de bike… é algo que me faz me sentir no controle de algo importante para minha autoestima, para a saúde. É saber que estou cuidando da minha saúde física e estética. Sono também virou algo importante: tenho um horário para acordar, seja durante a semana ou nos finais de semana. Foram formas que eu criei de sentir que tenho mais controle do meu dia, são coisas que trazem estabilidade, importante para as pequenas conquistas diárias”.
#2: Compartilhar momentos
“Um acordo que eu tenho com a minha esposa é fazer pelo menos uma atividade ao ar livre por semana com ela. Já fizemos aulas de espanhol por um ano e meio, decidimos parar, e agora jogamos tênis juntos. Na pandemia, com o caos no nosso dia a dia, entendemos que precisávamos achar algo que pudéssemos chamar de nosso, que fosse uma paixão ou interesse mútuo, a ser desenvolvido em conjunto e que nos aproximasse.”
#3: No fogão e na pia
“Adoro cozinhar. Lá em casa, sempre foram os homens que cozinharam, meu pai, meu irmão, há essa tradição familiar. Gosto de fazer pequenas experiências, mas também da comida do dia a dia. E nunca usou uma máquina de lavar louça, lavo o que tiver. Sou o cara que cozinha e lava a louça. Para fazer jus às piadas, se eu te convidasse para almoçar, faria um ótimo bacalhau com natas, talvez um lombo de porco no forno, ou até mesmo um curry.”
#4: Sabedoria na taça
“Recentemente, também comecei a aprender sobre vinhos, me educar em torno do assunto. Sendo português, vinho sempre esteve na mesa do almoço e do jantar, mas cheguei à conclusão que era preciso conhecer técnica. Sempre apreciei a uva, mas é muito interessante entender o que é velho mundo, novo mundo, diferenciar um malbec de um cabernet. É uma tentativa de transformar um gosto em algo mais profundo. Além disso, é algo que me liga às origens, ainda mais estando há dez anos fora de Portugal.”
#5: Apoio moral
“Eu faço coaching uma vez por semana, há dois anos. Começou como uma jornada conjunta com o meu sócio, mas hoje fazemos sessões separadas. É importante para a gente continuar a se desenvolver como ser humano – e foi algo que me ajudou muito a impor limites, como o de não trabalhar aos finais de semana, e entender mais o próximo, tendo empatia.”
Bruno Capelas é jornalista. Foi repórter e editor de tecnologia do Estadão e líder de comunicação da firma de venture capital Canary. Também escreveu o livro 'Raios e Trovões – A História do Fenômeno Castelo Rá-Tim-Bum'.